Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, RECIFE, PARNAMIRIM, Homem, de 26 a 35 anos



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 A Pólis de Serginho
 Blog do Torcedor


 
 
Carvalheirando


Com o perdão do trocadilho

Geninho é um gênio. Independentemente do resultado final, mas somente pelo fato de oferecer competitividade e perspectiva de manutenção na Série A a este elenco do Náutico. A tarefa, convenhamos, compete aos extraordinários. Senão, vejamos:

Glédson - Quem era há pouco mais de um mês?
Patrick - Reserva do Brasiliense nas últimas temporadas.
Vágner - Zagueiro baixo e irregular.
Asprilla - Típico "zagueiro de usina".
Michel - Apenas dá pro gasto.
Derley - Pau de dar em doido.
Jhonny - Corre mais errado do que Ciro.
Anderson Santana - Quase foi dispensado.
Juliano - Torcida nunca engoliu.
Carlinhos Bala - Uma boa e três ruins.
Gilmar - Esse joga futebol.
Reservas - Melhor nem citar.

Como se vê, o papel de Geninho talvez nem mesmo a saudosa atriz Barbara Eden conseguiria desempenhar com desenvoltura.



Escrito por Rafael Carvalheira às 12h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Frase

"A confiança no outro é sempre uma confiança cega"
Lídia Aratangy (psicoterapeuta)



Escrito por Rafael Carvalheira às 11h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Pipoca

A pipoca virou trivial. Não surpreende mais a ninguém. Gostaria de presenciar protestos mais apetitosos. Por que não variar o cardápio nos aeroportos Brasil afora?

A cartilha de Marisa Monte, por exemplo, é bem sortida: Jujuba, bananada, pipoca/Cocada, queijadinha, sorvete/Chiclete, sundae de chocolate. Paçoca, mariola, quindim/Frumelo, doce de abóbora com coco/Bala juquinha, algodão doce e manjar. (trecho da letra de Não é proibido)

Tiraria, inclusive, um pouco do ranço da palavra protesto. Em vez dos palavrões e xingamentos chulos, cartas abertas de Ariano Suassuna, no caso do Sport. Os dirigentes ficariam até constrangidos em arranjar saída de emergência para desovar os jogadores sem o confronto com os torcedores.

Mas então também seria necessária a substituição dos “protestantes”. Que tal cidadãos comuns, realmente amantes dos seus times e comprometidos com o bem-estar do clube. Não os maloqueiros de sempre, massa de manobra de uns e outros “nobres oposicionistas”.

A voz da arquibancada localizada atrás da barra da sede rubro-negra raramente entra em sintonia com os outros setores da Ilha do Retiro.

Bem lembro de 2004, quando o time estava infinitamente pior que hoje. Caminhava em desabalada carreira para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.

Os amarelinhos ensaiaram um grito parecido ao da faixa exposta na última terça-feira. De diferente, o nível citado. “(...) desse jeito vai cair pra Série C.”

A musiquinha ecoou com o mesmo efeito de uma faísca num armazém de fogos de artifício. Arquibancadas frontal e do placar, sociais, cadeiras cativas, curva do Wanderson e camarotes repreenderam: “Ei, Jovem, vai tomar no c...!”.

Os “maloqueiros” ainda saíram debaixo de pau. A Polícia Militar aproveitou para arriar o cacete em quem estivesse de amarelo. A torcida, aquela de verdade, concedeu apenas apoio. A história está prestes a se repetir no domingo.

Naquela temporada, o Sport se livrou do rebaixamento, assim como em 2005. Os amarelinhos seguiram comparecendo subsidiados pela política de pão e circo de ingressos de graça do governo do Estado, que se repete desde a última administração de Miguel Arraes.

Comemoraram uma ascensão à Série A, o tetracampeonato estadual, a Copa do Brasil e a campanha na Libertadores. Tem um amigo meu que diz: “Bom no bom é bom demais”.

No primeiro momento de desacerto, jogam ídolos como Magrão e Durval, por exemplo, na vala comum. Mas o que esperar de quem assalta e espanca torcedores do Sport na saída dos jogos?

O clube – não se trata apenas do time – recomeça o seu trajeto contra o São Paulo. Solta Marisa Monte na vitrola novamente:

Venha pra cá, venha comigo/A hora é pra já, não é proibido/Vou te contar: tá divertido, Pode chegar!

Vai ser nesse fim de semana/Manda um e-mail para a Joana vir/Não precisa bancar o bacana/Fala para o Peixoto chegar aí!

Traz todo mundo, tá convidado, é só chegar/Traz toda a gente, tá liberado, é pra dançar/Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!



Escrito por Rafael Carvalheira às 12h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Cinco meses

A Volta ao Mundo Em Oitenta Dias - Verne, Julio (8533901569)

Mais que o tempo de uma licença maternidade.

Suficiente para cumprir o básico de um curso de línguas ministrado pelo Senac.

Equivalente à metade de um ano letivo.

Mais tempo em relação ao período que comporta um Campeonato Estadual.

Necessário para aprender a dirigir e ainda tirar carteira – malditas aulas teóricas.

O dobro do tempo que rendem campanhas eleitorais.

Semelhante ao período de recuperação de uma cirurgia de ligamentos no joelho.

Passam mais lento que a construção do Carrefour de Boa Viagem – haja dinheiro.

Foi o tempo necessário para investigar e afastar Fernando Collor da presidência.

No Brasil constitui vínculo empregatício de qualquer prestador de serviço.

Phileas Fogg consumiu metade deste tempo para dar a volta ao mundo na caneta de Júlio Verne.

A maior greve da história do Brasil durou cinco meses e meio.

É o tempo de gestação das ovelhas.

Sete presidentes ou juntas presidenciais brasileiras permaneceram menos de cinco meses no poder...

Infinitas outras coisas podem ser feitas em cinco meses.

Não é mesmo, FBC?



Escrito por Rafael Carvalheira às 16h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]